CONHECENDO A DEFICIÊNCIA VISUAL
Segundo Lemos (1978), a deficiência visual é classificada em duas ordens: a cegueira e a visão subnormal (ou baixa visão). Visão Subnormal é a alteração da capacidade funcional da visão, decorrente de inúmeros fatores isolados ou associados, tais como: baixa acuidade visual significativa, redução importante do campo visual, alterações corticais e/ou de sensibilidade aos contrastes, que interferem ou que limitam o desempenho visual do indivíduo.
Essa classificação toma conotações diferenciadas quando observadas pela ótica médica ou pela ótica educacional. Bruno (1997) nos diz que para fins educacionais, considera-se cega a criança com ausência total da visão até casos onde ocorre a perda da projeção de luz. Para casos de baixa visão, a medida parte desde condições de indicar projeção de luz, até o grau em que a acuidade visual reduzida interfere ou limita seu desempenho.
Bruno (1997) afirma ainda que independentemente da idade, patologia ocular e medida da acuidade, cada indivíduo terá seu próprio desempenho visual e grande parte dos alunos considerados clinicamente cegos, pode ter capacidade visual para atividades de leitura e escrita por meios visuais.
Para o diagnóstico médico, considera-se cega a pessoa com acuidade visual inferior a 0,05 em ambos os olhos, após a máxima correção óptica possível, tendo como referência a tabela de Snellen e campo visual inferior a 20º. Na avaliação clínica, a baixa visão ou visão subnormal é considerada a partir da acuidade visual de 0,05 a 0,3 em ambos os olhos, após a máxima correção, ou seja, após a prescrição de lentes, caso seja necessário.
A diferença básica entre a avaliação educacional para a avaliação clínica é que a primeira tem como parâmetro o funcionamento visual do indivíduo que, em outras palavras, significa o modo como a pessoa utiliza seu resíduo visual, em uma análise qualitativa. A avaliação clínica toma como referência medidas numéricas (quantitativas), a partir da utilização de uma escala apresentada em uma tabela, para a qual geralmente é utilizada a Escala Optométrica de Snellen.
A perda da função visual pode se dar em nível severo, moderado ou leve, podendo ser influenciada também por fatores ambientais inadequados. Para um melhor entendimento do déficit visual, Leonhardt (1992) apresenta a seguinte classificação:
a) cegueira congênita: os que apresentam cegueira no momento do nascimento ou em um período imediato, como no caso da retinopatia da prematuridade;
b) baixa visão: São aqueles cuja acuidade visual é inferior a 10-30%, porém, considera-se a eficiência visual o principal valor a ser levado em conta. Fatores como inteligência geral, motivação, estimulação visual, as influências do meio e a própria individualidade da criança com sua capacidade pessoal, intervém no melhor aproveitamento da visão residual;
c) cegueira adquirida depois dos primeiros 12 meses de vida: deve-se levar em conta que estas crianças enxergaram, de alguma forma, durante as primeiras etapas. O que viram, ainda que de forma borrada e incompleta, interferiu em sua organização mental e no período sensóriomotor, assim como na interação social, o que influirá de forma decisiva na aquisição de etapas posteriores. Ainda que estas crianças não tenham retido imagens úteis, tiveram benefícios na formação de estruturas mentais baseadas na visão;
d) cegos ou com baixa visão com comprometimentos em seu sistema nervoso central: Apresentam uma maior heterogeneidade no seu desenvolvimento, dependendo do comprometimento de diferentes áreas cerebrais. O ritmo de evolução da criança será ainda mais lento e a precocidade da intervenção profissional é mais urgente.
A deficiência visual pode surgir devido a causas congênitas ou adquiridas. Segundo o MEC (2006), as causas mais freqüentes da deficiência visual congênita são:
a) Retinopatia da Prematuridade, graus III, IV ou V – (por imaturidade da retina em virtude do parto prematuro, ou por excesso de oxigênio na incubadora);
b) Coriorretinite, por toxoplasmose na gestação;
c) Catarata congênita devido à rubéola, infecções na gestação ou causa hereditária;
d) Glaucoma congênito (hereditário ou por infecções);
e) Atrofia óptica por problemas de parto (hipoxia, anoxia ou infecções perinatais);
f) Degenerações da retina (Síndrome de Leber, retinoblastoma, doenças hereditárias ou diabetes);
g) Deficiência visual cortical (encefalopatias, alterações do sistema nervoso central ou convulsões).
As causas mais comuns da deficiência visual adquirida são as doenças como diabetes, o descolamento de retina, glaucoma e catarata (que também podem ser congênitas) e traumas oculares (acidentes).
Essa classificação toma conotações diferenciadas quando observadas pela ótica médica ou pela ótica educacional. Bruno (1997) nos diz que para fins educacionais, considera-se cega a criança com ausência total da visão até casos onde ocorre a perda da projeção de luz. Para casos de baixa visão, a medida parte desde condições de indicar projeção de luz, até o grau em que a acuidade visual reduzida interfere ou limita seu desempenho.
Bruno (1997) afirma ainda que independentemente da idade, patologia ocular e medida da acuidade, cada indivíduo terá seu próprio desempenho visual e grande parte dos alunos considerados clinicamente cegos, pode ter capacidade visual para atividades de leitura e escrita por meios visuais.
Para o diagnóstico médico, considera-se cega a pessoa com acuidade visual inferior a 0,05 em ambos os olhos, após a máxima correção óptica possível, tendo como referência a tabela de Snellen e campo visual inferior a 20º. Na avaliação clínica, a baixa visão ou visão subnormal é considerada a partir da acuidade visual de 0,05 a 0,3 em ambos os olhos, após a máxima correção, ou seja, após a prescrição de lentes, caso seja necessário.
A diferença básica entre a avaliação educacional para a avaliação clínica é que a primeira tem como parâmetro o funcionamento visual do indivíduo que, em outras palavras, significa o modo como a pessoa utiliza seu resíduo visual, em uma análise qualitativa. A avaliação clínica toma como referência medidas numéricas (quantitativas), a partir da utilização de uma escala apresentada em uma tabela, para a qual geralmente é utilizada a Escala Optométrica de Snellen.
A perda da função visual pode se dar em nível severo, moderado ou leve, podendo ser influenciada também por fatores ambientais inadequados. Para um melhor entendimento do déficit visual, Leonhardt (1992) apresenta a seguinte classificação:
a) cegueira congênita: os que apresentam cegueira no momento do nascimento ou em um período imediato, como no caso da retinopatia da prematuridade;
b) baixa visão: São aqueles cuja acuidade visual é inferior a 10-30%, porém, considera-se a eficiência visual o principal valor a ser levado em conta. Fatores como inteligência geral, motivação, estimulação visual, as influências do meio e a própria individualidade da criança com sua capacidade pessoal, intervém no melhor aproveitamento da visão residual;
c) cegueira adquirida depois dos primeiros 12 meses de vida: deve-se levar em conta que estas crianças enxergaram, de alguma forma, durante as primeiras etapas. O que viram, ainda que de forma borrada e incompleta, interferiu em sua organização mental e no período sensóriomotor, assim como na interação social, o que influirá de forma decisiva na aquisição de etapas posteriores. Ainda que estas crianças não tenham retido imagens úteis, tiveram benefícios na formação de estruturas mentais baseadas na visão;
d) cegos ou com baixa visão com comprometimentos em seu sistema nervoso central: Apresentam uma maior heterogeneidade no seu desenvolvimento, dependendo do comprometimento de diferentes áreas cerebrais. O ritmo de evolução da criança será ainda mais lento e a precocidade da intervenção profissional é mais urgente.
A deficiência visual pode surgir devido a causas congênitas ou adquiridas. Segundo o MEC (2006), as causas mais freqüentes da deficiência visual congênita são:
a) Retinopatia da Prematuridade, graus III, IV ou V – (por imaturidade da retina em virtude do parto prematuro, ou por excesso de oxigênio na incubadora);
b) Coriorretinite, por toxoplasmose na gestação;
c) Catarata congênita devido à rubéola, infecções na gestação ou causa hereditária;
d) Glaucoma congênito (hereditário ou por infecções);
e) Atrofia óptica por problemas de parto (hipoxia, anoxia ou infecções perinatais);
f) Degenerações da retina (Síndrome de Leber, retinoblastoma, doenças hereditárias ou diabetes);
g) Deficiência visual cortical (encefalopatias, alterações do sistema nervoso central ou convulsões).
As causas mais comuns da deficiência visual adquirida são as doenças como diabetes, o descolamento de retina, glaucoma e catarata (que também podem ser congênitas) e traumas oculares (acidentes).
A DEFICIÊNCIA VISUAL E ALGUMAS IMPLICAÇÕES NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
Podemos dizer que a visão é o sentido responsável pela integração das experiências sensório-motoras. A visão desempenha “um papel básico como organizador da experiência na função de síntese e na formação de imagens no pensamento” (LEONHARDT, 1992). Através dela, o bebê explora seu mundo circundante e, instintivamente, realiza exercícios funcionais com a cabeça, que mais tarde serão essenciais para a constituição do sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio, movimentos harmoniosos e postura adequada.
O sistema vestibular, segundo Blanco e Rubio (1993), detecta a posição e o movimento do corpo no espaço, a partir da informação captada por receptores situados em estruturas especializadas que formam parte do ouvido interno.
Segundo Barraga “A visão é responsável por 80% das informações recebidas acerca do ambiente e proporciona um estímulo à curiosidade da criança vidente, que terá condições de integrá-los em uma totalidade”. Portanto, “a visão desempenha um papel básico como organizador da experiência da função de síntese e da formação de imagens no pensamento” (LEONHARDT, 1992, p. 08).
CORSI, 2001 afirma que a habilidade de ver não é inata mas sim aprendida. Dessa forma, a visão no neonato não está completamente desenvolvida e atinge seu auge por volta dos sete anos de idade (ANDRADE, [s.d]). O seu amplo desenvolvimento depende também dos estímulos recebidos durante as fases do desenvolvimento, sendo que alguns estímulos ocorrem de maneira voluntária. Um exemplo clássico é a cena em que o bebê, sentado em sua cadeirinha, derruba algo no chão e fica observando. Ao ter de volta o objeto, volta a lançá-lo ao chão, permanecendo nesta brincadeira enquanto houver alguém que lhe alcance novamente o objeto.
A deficiência visual exige que experiências alternativas sejam desenvolvidas para que inteligência seja cultivada e a criança consiga se adaptar. A idéia de que crianças com deficiência visual nascem sempre bem dotadas de outras aptidões é tão errônea quanto a idéia de que sua deficiência a torne incapaz. A criança deve ser estimulada a desenvolver novas aptidões.
O desenvolvimento tátil é o ponto central a ser estimulado e desenvolvido pelas crianças. No processo de desenvolvimento tátil, segundo Grifin e Gerber (1996), está implícita a compreensão de sequências como: a consciência de qualidade tátil; o reconhecimento da estrutura e da relação das partes com o todo; a compreensão de representações gráficas e a utilização de simbologia.
O sentido do tato deve começar com a atenção voltada a texturas, superfícies vibráteis, diferenças de consistências, temperaturas, entre outras.
O sistema vestibular, segundo Blanco e Rubio (1993), detecta a posição e o movimento do corpo no espaço, a partir da informação captada por receptores situados em estruturas especializadas que formam parte do ouvido interno.
Segundo Barraga “A visão é responsável por 80% das informações recebidas acerca do ambiente e proporciona um estímulo à curiosidade da criança vidente, que terá condições de integrá-los em uma totalidade”. Portanto, “a visão desempenha um papel básico como organizador da experiência da função de síntese e da formação de imagens no pensamento” (LEONHARDT, 1992, p. 08).
CORSI, 2001 afirma que a habilidade de ver não é inata mas sim aprendida. Dessa forma, a visão no neonato não está completamente desenvolvida e atinge seu auge por volta dos sete anos de idade (ANDRADE, [s.d]). O seu amplo desenvolvimento depende também dos estímulos recebidos durante as fases do desenvolvimento, sendo que alguns estímulos ocorrem de maneira voluntária. Um exemplo clássico é a cena em que o bebê, sentado em sua cadeirinha, derruba algo no chão e fica observando. Ao ter de volta o objeto, volta a lançá-lo ao chão, permanecendo nesta brincadeira enquanto houver alguém que lhe alcance novamente o objeto.
A deficiência visual exige que experiências alternativas sejam desenvolvidas para que inteligência seja cultivada e a criança consiga se adaptar. A idéia de que crianças com deficiência visual nascem sempre bem dotadas de outras aptidões é tão errônea quanto a idéia de que sua deficiência a torne incapaz. A criança deve ser estimulada a desenvolver novas aptidões.
O desenvolvimento tátil é o ponto central a ser estimulado e desenvolvido pelas crianças. No processo de desenvolvimento tátil, segundo Grifin e Gerber (1996), está implícita a compreensão de sequências como: a consciência de qualidade tátil; o reconhecimento da estrutura e da relação das partes com o todo; a compreensão de representações gráficas e a utilização de simbologia.
O sentido do tato deve começar com a atenção voltada a texturas, superfícies vibráteis, diferenças de consistências, temperaturas, entre outras.
VISÃO SUBNORMAL
Indivíduos com visão subnormal são aqueles que apresentam “desde condições de indicar projeção de luz, até o grau em que a redução da acuidade visual interfere ou limita seu desempenho". O desenvolvimento do processo educativo desses indivíduos se dará predominantemente, por meios visuais, com auxílio de recursos específicos para a aprendizagem.
Crianças com visão subnormal podem ou não apresentar déficit cognitivo como consequência de sua deficiência e o processo de aprendizagem se fará através do outros sentidos como a audição e o tato. O sistema Braille é o principal meio de comunicação escrita utilizado por pessoas com visão subnormal, porém muitos indivíduos conseguem desenvolver a comunicação manuscrita.
A visão é decorrente da conexão entre o “ver” e o “olhar”. O “ver” tem caráter fisiológico e envolve a percepção através do olho por padrões de luz e transferência de informações do olho para o cérebro. Pessoas com deficiência visual com visão subnormal ou baixa visão não possui capacidade de “ver” e reconhecer visualmente o mundo ao seu redor.
O “olhar”, no entanto, é de caráter cognitivo e psicológico. O cérebro usa de diversos artifícios, combinando operações perceptivas e conceituais para interpretar o significado dos estímulos visuais. Dessa forma, se uma criança com deficiência visual for devidamente estimulada, ela apresentará um desenvolvimento visual e habilidades visuais consistentes no ato de “olhar”.
Assim sendo, pessoas com deficiência visual não podem ser classificadas em grupos homogêneos, divididos por características comuns de aprendizagem. Suas características e necessidades educacionais devem ser estudadas caso a caso, a fim de se conhecer cada caso individualmente, analisando as necessidades e a o potencial de cada um.
Crianças com visão subnormal podem ou não apresentar déficit cognitivo como consequência de sua deficiência e o processo de aprendizagem se fará através do outros sentidos como a audição e o tato. O sistema Braille é o principal meio de comunicação escrita utilizado por pessoas com visão subnormal, porém muitos indivíduos conseguem desenvolver a comunicação manuscrita.
A visão é decorrente da conexão entre o “ver” e o “olhar”. O “ver” tem caráter fisiológico e envolve a percepção através do olho por padrões de luz e transferência de informações do olho para o cérebro. Pessoas com deficiência visual com visão subnormal ou baixa visão não possui capacidade de “ver” e reconhecer visualmente o mundo ao seu redor.
O “olhar”, no entanto, é de caráter cognitivo e psicológico. O cérebro usa de diversos artifícios, combinando operações perceptivas e conceituais para interpretar o significado dos estímulos visuais. Dessa forma, se uma criança com deficiência visual for devidamente estimulada, ela apresentará um desenvolvimento visual e habilidades visuais consistentes no ato de “olhar”.
Assim sendo, pessoas com deficiência visual não podem ser classificadas em grupos homogêneos, divididos por características comuns de aprendizagem. Suas características e necessidades educacionais devem ser estudadas caso a caso, a fim de se conhecer cada caso individualmente, analisando as necessidades e a o potencial de cada um.
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